Bom pessoal gostaria de relatar aqui a minha história. Tenho 23 anos e sou casado há quase 2 anos.
Sempre fui um cara de boa aparência física, tímido e que fala pouco. Infelizmente acreditava no amor, e que ele poderia ser manifestado pelas mulheres. Hoje sei que apenas as mães o demonstram puramente.
Gostava de sair mas nunca fui cafajeste, apesar de ter tido muitas oportunidades de sê-lo no fim de minha adolescência. Até mulher casada e com filhos deu brechas para mim, mas como não sou muito adepto ao cafajestismo e na época tímido demais para me envolver numa aventura - bem como temeroso de arrumar confusão - recusei a proposta.
Tinha uma vida excelente e liberdade para fazer tudo o que queria. Tinha amigos e uma poupança bancária razoável que acumulei ao longo da minha adolescência (comecei a trabalhar aos 14 anos).
No entanto, não conseguia enxergar o poder que tinha em mãos e sempre fui meio deprimido e ansioso por acreditar no amor, aguardando que um dia se apaixonasse por alguém decente que me desse todo o amor perfeito que sonhava. Esse sentimento de expectativa reprimiu a alegria de minha adolescência.
A mulher que eu era apaixonado alternava entre interesse e desinteresse nos poucos contatos que tínhamos, e como era bonita e de família rica, sempre mostrou-se à mim inalcançável o que me sugava toda a alegria que poderia ter. Eu me sentia incompetente demais para conquistá-la.
Em meio à essa indecisão, conheci uma garota não tão bonita, mas que me perturbava e me deixava perplexo com os joguinhos (passava para mim a imagem de que era cobiçada por todos, o que me tornava cada vez mais dependente dela).
Desde o dia que começamos a sair, ela me dava a impressão que tudo o que eu fazia era uma obrigação. Quando a coisa começou a ficar mais quente (em questão de poucas semanas), ela passou a ter atitudes que subliminarmente me passavam a idéia de obrigação de assumir um namoro. Depois de um bom tempo de namoro, me passava a idéia de que eu tinha a obrigação de assumir um noivado. O mesmo se deu até o casamento.
Ela sempre foi muito ciumenta, o que afastou meus amigos de mim. Tinha que dar satisfação de tudo. Porém, eu sempre fui obediente à isso, pois tinha medo de perdê-la. Ela me fez esquecer de que eu era bonito, financeiramente estável e jovem.

Certa vez, descobri que ela havia pego uma carona com um colega de trabalho de moto ainda por cima (li um relato parecido aqui, por meio dele descobri a comunidade). Fiquei arrasado, me senti um bosta. Fiquei uma noite inteira sem dormir e na manhã seguinte tive a péssima idéia de desabafar com a irmã dela. Obviamente ela defendeu a irmã e disse que ela era inocente por ser muito nova e blá blá blá. Caí nessa e continuei o namoro.
Gastei todo o meu dinheiro que havia poupado com festa de noivado, e as fotos, filmagens e buffet de festa de casamento. O que sobrou gastei nos eletrodomésticos e reforma da casa, pois o máximo que o pai dela fez foi dar um fogão vagabundo de presente que enferrujou na primeira semana. Não tinha tempo para mim, pois atuei como ajudante de pedreiro após o expediente para não ter que pagar outro pedreiro.
Me casei, com minha poupança zerada - e muitas dívidas. O dinheiro que eu tinha guardado para tirar minha carteira de habilitação e compra de carro foi gasto com as formalidades matrimoniais e casa. Algo elogiável, mas ela não enxerga o fato de que gastei o dinheiro com o casamento (uma boa causa para ela, visto que sonhava em ter uma grande feste) e vive reclamando de andar a pé e de ônibus, me fazendo sentir diariamente um merda incompetente por não possuir habilitação e carro.
Ela também é uma geladeira no quesito sexo. Só faz quando eu cobro. Fiz o teste do Nessahan e funcionou, ela ficou semanas sem sentir falta de sexo.
Hoje perdi completamente o apego e escravidão emocional que possuía em relação à ela. No entanto não posso me separar dela pois sairia como vilão da história, e ela, a pobre vítima inocente. Minha família é muito conservadora e ela faria um escândalo de teatralidade e vitimismo caso eu o fizesse.
Estou completamente perdido e sinceramente não vejo saída para meu caso, a não ser continuar tentando viver nessa bosta de vida, onde sustento uma mulher que odeia cozinhar, me dá sexo de má qualidade e vive jogando na minha cara que não possuo carro e habilitação, me fazendo sentir um merda, e não posso fugir disso.
Por isso meu conselho é: NÃO CAIAM NO MITO DO AMOR ROMÂNTICO! NÃO É NECESSÁRIO CASAR-SE PARA VIVER!
Desculpem o texto enorme, mas acho que encontrei a comunidade ideal para dividir experiência neste sentido. Fiquem á vontade para fazer perguntas. Pelo que acompanhei na comunidade, poucos tem experiência com casamentos, mas peço que comentem meu caso, desde já agradeço.
Abraços,
Manchete





